Foto: Andrê Nascimento/ g1 Piauí
O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), anunciou, em suas redes sociais, nesta quarta-feira (31), que professores e servidores administrativos da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) receberão reajuste salarial percentual igual a todos os servidores das demais categorias do Estado.
Professores da instituição estão em greve desde o início do ano, reivindicando o aumento, mas, para a Associação dos Docentes da UESPI (Adcesp), o percentual anunciado não representa aumento real diante de 68% de defasagem acumulados em mais de dez anos sem aumento real, segundo a Adcesp.
Além do reajuste, o governador comunicou a nomeação dos 85 novos professores e dos 75 novos servidores administrativos efetivos.
Em dezembro de 2023, o governador já havia confirmado o aumento do efetivo e destacou também a necessidade de uma discussão sobre a substituição gradual de cursos com menos de 30% de vagas preenchidas por programas mais procurados dentro da universidade.
A nomeação será publicada em Diário Oficial desta quarta-feira (31). De acordo com Rafael Fonteles, essa será a maior nomeação de servidores da história da instituição.
Reajuste salarial
O gestor afirmou que todos os professores e servidores administrativos da Universidade Estadual receberão um reajuste salarial percentual semelhante a todos os servidores ativos e inativos do Estado.
“Esse percentual, que será superior à inflação, está sendo debatido na Mesa Permanente de Negociação com os Servidores, um instrumento que amplia o diálogo e a transparência da gestão com todas as categorias de servidores estaduais”, finalizou.
Greve
Os professores da UESPI entraram em greve no dia 2 de janeiro, por tempo indeterminado, segundo a Associação dos Docentes da UESPI (Adcesp). As aulas estavam marcadas para começar no dia 8 de janeiro.
A principal reivindicação dos professores é sobre o Projeto de Lei 09/2023, do Governo, que modifica as regras da carga horária dos professores. Atualmente, a carga horária de 40 horas semanais tem tempo mínimo de 8 horas na sala de aula.
Se o tempo restante for coberto com trabalhos relacionados à pesquisa e extensão. Com a aprovação do PL, a carga horária mínima nas salas de aula seria dobrada, para 16h.
Os professores reivindicam também reajuste salarial. Segundo a Adcesp, já são mais de dez anos sem aumento real, gerando 68% de defasagem.
Via g1 Piauí
