Foto: Andrê Nascimento / g1
Nesta quinta-feira (2), dia em que é celebrado o Dia de Finados e centenas de pessoas visitam os cemitérios para prestar homenagem aos mortos, um mistério ronda o Cemitério da Igualdade, em Parnaíba, litoral do Piauí, onde uma árvore gameleira cresceu no túmulo da primeira poetisa do estado, Luíza Amélia de Queiroz, que em vida escreveu um poema com o desejo de ser enterrada à sombra desta planta.
"O fato é que foi sepultada no cemitério e não havendo ali essa gameleira, a natureza, Deus ou forças sobrenaturais, acredito, fez com que rebentasse de seu túmulo uma gameleira que veio a se tornar uma belíssima e frondosa árvore que dá sombra e beleza a esse túmulo", explica Elmar Carvalho, escritor, poeta e membro da Academia Parnaibana de Letras (APAL).
Segundo o poeta, que escreveu um opúsculo, pequeno livro, sobre o túmulo de Luíza Amélia, a sepultura é uma obra de arte com um valor arquitetônico inestimável porque foi feito com pedra de mármore de ilhós, importada de Portugal.
No livro "Personalidades atuantes da história de Parnaíba - ontem e hoje", da professora Aldenora Mendes Moreira, é mencionada a poesia em que Luíza Amélia demonstra seu desejo de ser enterrada à sombra de uma gameleira. Segundo a autora, esse foi um dos últimos escritos da poetisa.
Foto: Andrê Nascimento / g1
Fonte: g1 Piauí

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