Ginecologista é condenado a mais de 270 anos por estupro de 21 mulheres

 Foto: Divulgação/Polícia Civil


O médico ginecologista Nicodemos Júnior Estanislau Morais, de 41 anos, foi condenado a mais de 270 anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável cometido contra 21 mulheres na cidade de Anápolis (GO).

Ele foi condenado a 163 anos pelo crime contra 12 vítimas e, em outro processo, envolvendo nove mulheres, a 114 anos.  A decisão foi da juíza titular da 2ª Vara Criminal da comarca de Anápolis, Lígia Nunes de Paula.

As penas, nos dois processos, somam 277 anos, 2 meses e 19 dias de reclusão, em regime fechado. O médico ainda deverá pagar R$ 100 mil de indenização por danos morais para cada vítima, de acordo com o Tribunal de Justiça de Goiás.

Na decisão, a juíza considerou que "a medicina existe para curar as pessoas, não para feri-las ainda mais". Ao fazer a dosimetria da pena, a magistrada reforçou que "os estupros foram praticados por meio de ardil, se valendo do pretexto de realizar um exame ginecológico para praticar os atos libidinosos, demonstrando a maior reprovabilidade de seu comportamento".

O advogado Carlos Eduardo Gonçalves Martins, que faz a defesa do médico, afirmou ao portal UOL que vai recorrer da decisão e que a tese principal é de absolvição.

Entenda o caso

Nicodemos Júnior se tornou alvo de investigação depois que mulheres procuraram a Delegacia de Atendimento à Mulher de Anápolis para denunciar que foram vítimas de crimes sexuais dentro do consultório. Ele era vinculado ao plano de saúde América e atendia pacientes desse plano.

No início, três vítimas apresentaram queixa, mas o caso ganhou repercussão e outras se sentiram seguras para registrar os crimes. Elas relataram diversos tipos de comportamento e comentários e atos com conotações sexuais por parte do ginecologista, o que as deixavam desconfortáveis e se sentindo "invadidas".

O profissional de saúde também é obstetra e, na época dos crimes, tinha registro profissional de medicina ativo em Goiás, Pará, Paraná e no Distrito Federal. Os relatos apontam que ele se aproveitava da realização de exames, como o de ultrassom endovaginal, para "ter uma conduta não condizente com o momento".

Fonte: Com informações do UOL

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