Consignado do Auxílio Brasil: 'Achei os juros altos, vamos pagar praticamente o dobro', diz dona de casa em Teresina

Foto: Lucas Marreiros/g1


 A dona de casa Karine Nascimento, de 36 anos, simulou o empréstimo consignado do Auxílio Brasil, mas ainda não sabe se vai finalizar o contrato. Ela disse ao g1 que está receosa quanto aos juros cobrados e ao peso das prestações no orçamento, quando sua única fonte de renda é o benefício de R$ 600.

"Solicitei, mas não sei se vou fazer de fato. O juro é muito alto. Fazendo as contas, a gente vai pagar praticamente o dobro do valor e com o Auxílio Brasil, que já não é muito. Acho caro. Estou pensando se vou fazer mesmo", afirmou.

De acordo com a portaria do Ministério da Cidadania, o limite de juros a ser cobrado é de 3,5% ao mês. Porém, cada instituição financeira pode adotar taxas menores, dependendo da negociação com o tomador do empréstimo. Assim, dependendo do valor contratado, o valor final pago pode ser bem alto.

Karine tem dois filhos e mora com eles e o marido no Assentamento Santana Nossa Esperança, região do bairro Jardim Europa, Zona Sudeste de Teresina. "Meu marido trabalha por diária, às vezes tem, outras vezes não", contou.

"Tem dias que a gente não tem dinheiro nem para pagar o ônibus quando precisa resolver algo. Hoje mesmo eu demorei a chegar aqui por isso, porque ainda tive que conseguir o valor da passagem", disse a mulher.

A dona de casa era uma das pessoas na fila para ser atendida na agência da Caixa Econômica na Avenida Joaquim Nelson, Zona Sudeste de Teresina, na quinta-feira (20), quando o medo de suspensão do consignado gerou grandes filas em agências da capital piauiense

Fonte: G1 Piauí