A China orientou que a população comece a estocar comida e outros itens de necessidade básica diante de surtos pontuais da Covid-19. Em comunicado nesta terça-feira (2), o Ministério do Comércio chinês também pediu que autoridades em locais com restrições impostas pela pandemia disseminem informações sobre as redes de distribuições de produtos essenciais. Na nota, o Governo apresentou uma série de recomendações para assegurar o fornecimento de suprimentos durante os meses de inverno no Hemisfério Norte. De acordo com Pequim, os representantes locais precisam "fortalecer" a liderança organizacional e garantir a estabilidade dos preçosO alerta acontece em um momento em que o país asiático enfrenta dificuldades para manter a política de tolerância zero a casos de coronavírus. A capital Pequim voltou a endurecer restrições e fechou cinemas e centros de entretenimento em algumas regiões, depois de registrar novas infecções.
CHINA TEME RECRUDESCIMENTO DA PANDEMIA
A China, onde os primeiros casos de Covid-19 foram descobertos há quase dois anos, controlou amplamente a epidemia em seu solo. A vida voltou ao normal desde a primavera de 2020, e o país registrou apenas duas mortes em mais de um ano.
No entanto, focos localizados aparecem esporadicamente. O mais recente diz respeito a uma área na fronteira com a Mongólia. Um casal de idosos, que havia viajado para lá em uma excursão, ajudou a espalhar o vírus para outras regiões.
No plano sanitário, a situação é "grave e complexa", admitiu à imprensa o porta-voz do ministério da Saúde, Mi Feng, destacando a rapidez de circulação do vírus.